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Marcos Paulo

Mario Sergio

24

Dez

2011

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Por:
Mario Sergio, Consultor Técnico

Sempre é hora de definir objetivos

Por Mario Sergio*, consultor técnico.

Nestes últimos 18 anos de experiência neste esporte, preparando corredores amadores para provas pelo Brasil e pelo mundo, costumo sempre repetir uma frase que ouvi ao longo da minha vida e que serve para ilustrar o titulo acima: para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve.
Esse ditado é muito real para a vida e para a carreira de um corredor. Afinal, quando se treina com um (ou mais de um) objetivo definido, fica muito mais fácil de manter o comprometimento e, ao mesmo tempo, o treinador, por sua vez, pode pensar numa estratégia de treinos que vise atingir as metas nos momentos mais corretos e adequados.
Você corredor, corre para quê? Para manter a saúde? Quer emagrecer? Quer aprender a correr? Pretende e quer correr uma prova de 5 km, 10 km, uma meia maratona? Uma maratona?
Seja qual for o seu objetivo, é fundamental defini-lo logo no início dos treinos, e logo após, determinar um prazo para alcançá-lo.
Em minha opinião, essa definição de tempo é muito importante para a criação de um macrociclo de treinos, que seria uma espécie de planejamento estratégico do corredor. Nele, se contariam todas as semanas desde o inicio dos treinos até a prova, o objetivo sobre o qual já falamos.
Além disso, com esses dados, o treinador poderá montar o mesociclo, o mês dos treinos com suas semanas bem definidas, e o microciclo, o dia a dia dos treinos, e definir qual estímulo e objetivo ele pedirá ao corredor.
Percebam que não é simplesmente sair correndo e participando de provas todos os fins de semana - e sair colecionando medalhas, como aquele personagem de desenho, o Mootle (medalha! medalha!).
Afinal, como diria aquele famoso personagem da história do futebol, Nenem Prancha, “treino é treino, jogo é jogo”.
Bem, o que quero dizer é que se o corredor tem para sábado um longo ritmado, uma mudança para uma prova de 10km ou mesmo 21km não surtirá o mesmo efeito. Pode ser até muito prejudicial. É como uma receita de bolo, se você ficar colocando colheres a mais (leia-se kms a mais), no final, com certeza, o resultado será bem diferente do proposto.
Além disso, com o aumento do número de corredores no Brasil, algo nunca visto antes, temos hoje milhares de corredores que acham que o negócio é se inscrever em provas e sair correndo forte em todas. Se fosse simples assim, não precisaríamos de estudos, pesquisas, nem de treinadores.
Fazer força nos treinos é importante mas apenas quando o treino em questão tem na sua definição e objetivo esse estímulo. Da mesma forma, quando o treino do fim de semana é um “trote” rodado leve, alterá-lo (ainda que esteja se sentindo bem para isso) será um grande erro.
Cada vez mais, estudos mostram a importância do descanso após um estímulo intenso, como parte importante do treinamento. Muitas vezes tive que discutir com atletas para que eles corressem mais devagar! É muito comum ouvir ou perceber pela cara do corredor que ele não está satisfeito com que está ouvindo e sei que muitos desobedecem, pois a vontade de treinar forte e competir é maior do que eles. É uma pena.
Acho que é chegada a hora do corredor amador pensar como corredor profissional e fazer a lição de casa direito. Pergunte ao Marilson o que ele faz quando seu experiente treinador pede que ele faça um treino “rodado leve”. Tenho certeza que a vontade dele seria a de beijá-lo. E sabe por quê? Porque ele sabe que no dia seguinte virá um treino forte, que ele terá aqueles tiros de 1 km a 95%, que terá aqueles treinos com subidas que dá vontade de fugir, ou mesmo aquela prova que mesmo cansado ele terá que participar e fazer força porque estava na programação de treinos. É assim que vive um atleta profissional e por isso eles duram tanto, ao passo que muitos amadores acabam parando pelo meio do caminho devido a lesões, cansaço e estresses.
As perguntas que você deve fazer todo ano são: “qual é o meu objetivo neste ano?” e “em que posso melhorar para atingi-lo?”. E mais algumas como se é o momento ideal de tentar perder aqueles quilos a mais que não ajudam na corrida, ou se já é o momento de definir uma primeira meia maratona. Quem sabe iniciar finalmente o trabalho com pesos...?
Essas perguntas - e suas respostas - irão facilitar o programa de treinos e o ajudarão a manter o pique no estágio necessário para não perder treinos e, ao mesmo tempo, quando alcançada sua meta, poder tirar uns dias sem treinar, ou correr devagar e até mesmo tirar suas merecidas férias da corrida sem a sensação de perda ou de estar fazendo algo errado.
Boa semana e bons treinos!

*Mario Sergio Andrade Silva
Diretor Técnico
Run&Fun Assessoria Esportiva
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Categoria: Dicas
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